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    <title>Movieguide</title>
    <link>http://www.movieguide.com.br</link>
    <description>O seu site de resenhas e DVDs.</description>
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    <copyright>(c) Movieguide</copyright>
    <managingEditor>erick@movieguide.com.br</managingEditor>
    <webMaster>erick@movieguide.com.br</webMaster>
    <pubDate>Sat, 02 Dec 2006 03:18:50 -0200</pubDate>
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      <title>O Grande Truque</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=606</link>
      <description><![CDATA[Este seria o “pequeno” filme do diretor Christopher Nolan entre um Batman e outro e no final acabou sendo um grande filme em todos os sentidos. Não pense que é mais um filme de mágicos como O Ilusionista. Ele apresenta diversos traços psicológicos interessantíssimos com um roteiro muito bem amarrado.<p>Christopher Nolan escreveu esse roteiro juntamente com o seu irmão Johnathan, dupla responsável por um dos melhores scripts modernos (Amnésia), baseando-se em um conto de Christopher Priest que Nolan tinha comprado há algum tempo e guardado para produzir um bom roteiro. Aproveitando o contato que teve durante as filmagens de Batman Begins, Nolan convidou tanto Christian Bale quanto Michael Caine. Juntando-se ao elenco, o badalado Hugh Jackman como um dos personagens principais contando como dois ilusionistas na virada do século se envolveram em uma disputa para provar quem tinha o grande truque de todos os tempos.<p>O roteiro trata de temas recorrentes nas obras de Nolan como a obsessão, traição e ilusão. Depois de um terrível acidente, os dois aprendizes Angiers (Jackman) e Borden (Bale) seguem seus caminhos independentes. Enquanto o primeiro está atrás do grande truque que vai tira-lo da pobreza, o segundo está em busca de fama e também de vingança. Acontece que vingança é um círculo vicioso e praticamente sem fim. Isso oferece ao roteiro uma deliciosa sucessão de reviravoltas e todas surpreendentes até o fim.<p>Se o roteiro é bom, o elenco então nem se fala. Bale mais uma vez está muito bem como o homem ambicioso, obsessivo com um único objetivo em mente. Jackman é o homem em busca de fama e amargurado pelo acidente que mudou sua vida. Além dos atores principais, o elenco de apoio é sublime; Michael Caine funciona como o coro de fundo de uma tragédia grega, narrando os acontecimentos e nos posicionando na história. Além dele, as mulheres estão bem nos papéis, tanto a não tão conhecida Piper Perabo como esposa de Angiers como Scarlett Johanssen como a ajudante de Angiers. Se não bastasse esses papéis ainda temos Andy “Gollum” Serkis mostrando que também é um bom ator e o único David Bowie, muito bem no papel de Tesla, com direito à entrada triunfal e tudo mais.<p><b>Conclusão</b><p>O Grande Truque é um filme noir, interessante e denso, chegando a assustar em determinados momentos não pelo seu visual mas pelas personalidades dos personagens. É um filme tão bom que mesmo depois de ter seus segredos revelados, a magia continua interessante de ser assistida novamente.]]></description>
      <pubDate>Sat, 02 Dec 2006 03:18:42 -0200</pubDate>
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      <title>O Diabo Veste Prada</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=605</link>
      <description><![CDATA[Quem lê essa sinopse oficial do filme acima e nem sabe do que se trata, pode achar ou que este filme é um terror absurdo ou uma comédia pastelão. Com certeza este filme não é um nem outro.<p>A jovem Andy Sachs, vivida aqui pela atriz Anne Hathaway (Diário de uma Princesa) está à procura de um emprego em uma editora para poder entrar no meio e um dia vir a ser uma grande repórter. Ela consegue emprego como 2a assistente (isso mesmo, 2a ) da editora chefe da mais conceituada revista de moda do mundo, a Runaway. Acontece que essa editora (vivida maravilhosamente vivida pela veterana Meryl Streep) é famosa por ser a mais durona, insensível e exigente do mercado.<p>O filme, baseado no best-seller do mesmo nome é interessante e atraente pelo simples fato que mais cedo ou mais tarde iremos nos defrontar com um chefe que tenha ao menos alguma dessas características duras de Miranda Priestly. Ela é exigente, não tem qualquer intimidade com os subalternos, não demonstra qualquer sentimento mas não é algo irreal, talvez por isso seja que o filme prenda a atenção. Um chefe que intimida e oprime não é novidade para ninguém e com isso acaba gerando situações cômicas. Baseado (mas a autora nunca confirmou) na editora da famosa Vogue Magazine onde a autora do livro trabalhou por um ano.<p>A interpretação de Meryl Streep é ótima. Ela sua interpretação de Miranda não é caricaturesca e sim bem real. Ela não grita, se descabela nem xinga os funcionários mas os oprime com palavras fortes e educadas e com olhares. Sempre se vestindo de forma impecável, ela não está aberta à discussões sobre suas opiniões. Ao mesmo tempo, em dois momentos-chave do filme ela deixa a guarda baixar e mostra uma “humanidade” que poucos vêem no dia a dia, mostrando a pressão de um cargo que gera milhões de dólares. Andy também não é aquela puritana idealista que acha tudo um absurdo e se rende ao mundo da moda aos poucos. Vale destacar também a (mais uma) ótima atuação de Stanley Tucci como Nigel, o diretor de arte da revista. Ele também teria tudo para ser um gay afetado, bem estereotipado mas em vez disso, ele tem o ar blazé assim como altamente profissional, como se espera de um profissional que está em uma empresa de ponto por 15 anos. À título de curiosidade, a supermodel Gisele Bünchen faz uma ponta este filme como uma funcionária da Runaway<p>O roteiro segue um bom ritmo com gargalhadas e uma boa dose de mensagens o que faz com que o filme flua sem problemas. Vale destacar também a ótima trilha sonora e, logicamente o figurino é de cair o queixo.<p><b>Conclusão</b><p>Altamente divertido e provavelmente descartável. O que ficará será a ótima atuação de Meryl Streep e Stanley Tucci. Vale o ingresso de cinema ou a locação em DVD e só.]]></description>
      <pubDate>Tue, 31 Oct 2006 00:12:35 -0200</pubDate>
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      <title>Monty Python e o Cálice Sagrado</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=364</link>
      <description><![CDATA[Já assisti esse filme uma dezena de vezes e nunca tive coragem para escrever pois sempre o achei um marco da comédia e nunca faria jus à qualidade do filme mas como tenho visto diversos plágios sem sequer darem o devido crédito à trupe inglesa Monty Python.<P>Monty Python está no panteão dos maiores comendiantes que já existiram juntamente com Charles Chaplin. Gordo e o Magro, Jerry Lewis e outros. Grupo inglês que surgiu em 1969 formado por Michael Palin, John Cleese, Graham Chapman Terry Gilliam, Eric Idle e Terry Jones. Eles revolucionaram a TV com o programa Monty Python and the Flying Circus que fazia rir com um estilo nunca antes visto. Um humor do estilo absurdo, refinado sem escatologia mas que ao mesmo tempo nos faz ficar pensando o que eles querem dizer com aquilo. Algo simplesmente único que chocou a TV inglesa e foi um grande sucesso.<P>Este filme é a primeira incursão do grupo na grande tela e foram bem ousados partindo de cara para achincalhar a maior lenda britânica; a lenda do Rei Arthur e o Santo Graal. Como a própria sinopse diz, a partir daí, tudo de absurdo e incrível acontece, começando com os cavaleiros na verdade não terem cavalos e sim vassalos que batem cocos para fazer a sonoplastia. O filme é uma sucessão divertida de skits de comédia onde todos se destacam de uma forma ou de outra gerando cenas antológicas como os Cavaleiros que dizem “Ní!” , as três perguntas na ponte, e por aí vai.<P>A qualidade do filme é ótima. Mesmo sendo uma comédia, tanto a qualidade de figurino quanto de cenas, são perfeitas, poderiam se passar por um filme de época sem nenhum problema assim como ele mistura elementos históricos com outros estapafúrdios, o que deixa o filme mais delicioso. Adicione à esta receita os desenhos loucos de Gilliam e terá um filme que alterna gargalhadas com indagações do tipo: “De onde eles tiraram isso? “.]]></description>
      <pubDate>Mon, 16 Oct 2006 00:21:08 -0200</pubDate>
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      <title>Os Infiltrados</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=604</link>
      <description><![CDATA[Scorsese volta às histórias do submundo que o fizeram tão famoso (Bons Companheiros, Touro Indomável, Táxi Driver) e ele mostra que não perdeu o toque. Mesmo tendo mais de duas horas e meia o filme é intenso e nos deixa constantemente na beira da cadeira, esperando que à qualquer momento um dos “infiltrados” serão descobertos e assim, serem assassinados.<p>Falando dos infiltrados, eles estão ótimos, tanto Matt Damon quanto Leo DiCaprio. Para ser justo, DiCaprio dá mais vida para o seu personagem. Damon está frio demais para quem lida com a pressão de estar com um pé em cada barco. Além dos dois ainda temos grandes atores como Martin Sheen, Alec Baldwin, Mark Wahlberg e o mestre Jack Nicholson. É incrível a presenta de cena de Nicholson pois seu personagem flui naturalmente, sem exageros ou trejeitos e cria uma empatia pela sua personalidade mesmo ele sendo um dos vilões da história.<p>O roteiro, mesmo sendo inspirado pelo filme de Hong Kong Infernal Affairs (o qual ainda não vi) ele ficou muito bem adaptado por Monahan para Boston além de ter um bom ritmo, alternando entre as dificuldades do infiltrado na policia e o infiltrado na máfia. Só a parte romântica ficou meio forçada mas um filme sem a figura feminina ficaria também artificial demais.<p>O toque do mestre Scorsese está claramente presente no filme com as cenas cruas de violência, sem qualquer rebuscado. É tão direta as cenas que chegam a ser chocantes, deixando o público de boca aberta e dando mais veracidade ainda ao filme. Vale salientar que a trilha sonora também é muito boa, à cargo de Howard Shore.<p><B>Conclusão</b><p>Mais um bom candidato ao Oscar de 2007 aí nos cinemas. Uma combinação de um excelente diretor, um elenco de altíssimo nível e um roteiro criativo é o melhor resumo para esse filme.]]></description>
      <pubDate>Tue, 10 Oct 2006 23:25:37 -0300</pubDate>
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      <title>O Mundo aos seus Pés</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=603</link>
      <description><![CDATA[Quem diria que eu veria os americanos fazendo um documentário sobre um time de futebol? Tudo bem que o time é de Nova Iorque mas mesmo assim, está longe de ser interesse dos Estados Unidos este esporte que é o mais popular no resto do mundo. Acontece que o New York Cosmos também não era um time de futebol qualquer.<p>Este filme trata sobre o surgimento e a decadência do New York Cosmos, o time de futebol que durante um breve momento tempo foi a equipe mais cara do mundo com os melhores jogadores do planeta mas assim como o time arrebatou o mundo, desapareceu poucos anos depois. Para se ter uma idéia, o dono do time e também presidente do conglomerado Warner, Steve Ross, pagou nada menos que 4.5 milhões de dólares para que Pelé saísse da aposentadoria e assinasse um contrato por 3 anos com o Cosmos. Isso na época era algo fora da normalidade mesmo em países amantes de futebol, imagine nos Estados Unidos? Para se ter uma idéia, o jogador de baseball mais bem pago daquele ano ganhava 200 mil por ano. Isso levou o futebol da estaca zero para um contrato com a rede de TV ABC para transmitir os jogos ao vivo pela TV em menos de 2 anos, algo sem precedentes no mundo inteiro. Mais interessante ainda é ver os americanos, sem saber sequer quantos jogadores participam de cada lado, chegaram à “brilhante” conclusão que esse esporte poderia dar dinheiro.<p>Como documentário, independentemente do assunto, é muito bem feito, mostrando as correntes diversas sobre os bastidores da equipe, além de terem entrevistado praticamente todos os envolvidos vivos, com excessão de Pelé, que se recusou a dar entrevista. Usando imagens de arquivos sempre de forma dinâmica, acaba prendendo a atenção do espectador o filme todo.<p><b>Conclusão</b>
<p>Se você é amante de futebol, esse é um filme imperdível que com certeza vai te divertir e informar ao mesmo tempo.]]></description>
      <pubDate>Sun, 08 Oct 2006 00:08:05 -0300</pubDate>
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      <title>Paris, Eu te Amo</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=602</link>
      <description><![CDATA[A idéia é espetacular. Pegar a cidade luz, aproveitar os distritos da cidade e distribui-las entre 21 diretores com uma única premissa; criar uma história de amor com 5 minutos utilizando tal bairro como cenário.<p>Somos brindados com os mais variados approaches sobre Paris e as nuances do amor, seja ele de amantes, maternal, paternal e por aí vai. Os diretores convidados, na maioria estrangeiros, mostram como Paris é importante não só para os franceses como para o mundo todo.<p>Destaco os trabalhos dos irmãos Cohen que fizeram um curta de comédia estrelado pelo divertido Steve Buscemi. O curta de Walter Salles é estrelado pela colombiana Catalina Sandino Moreno, onde ela é uma babá que tem que madrugar para deixar o seu bebê em uma creche para tomar conta do bebê dos outros.<p>Como curiosidade me diverti vendo que Wes Craven, diretor de sucessos do terror como Hora do Pesadelo e a trilogia Pânico sendo responsável pelo segmento do cemitério Père-Lachaise e fazer dali uma história de amor.<p>Outros destaques: Elijah Wood, o eterno Frodo Baggins de Senhor dos Anéis no segmento Quartier de La Madeleine que é de “terror”. William DeFoe como um cowboy no Place des Victories juntamente com a bela Juliette Binoche. Veja Nick Nolte totalmente acabado já fazendo papel de avô no segmento Parc Monceau.<p>Se tivesse que escolher o melhor seguimento eu diria que é o 14th arrondissement, dirigido pelo americano Alexander Payne e estrelado por Margot Martinale que interpreta uma americana que sempre sonhou visitar Paris e narra todo o seu seguimento falando um francês macarrônico com um super sotaque americano.<p><b>Conclusão</b><p>Mesmo sendo 21 curtas, não é nem um pouco cansativo não sei se pelo fato de ser tão variado ou por ser sobre uma das coisas mais amadas do mundo; a cidade de Paris. Só por isso esse filme vale ser visto e admirado.]]></description>
      <pubDate>Sun, 08 Oct 2006 00:06:33 -0300</pubDate>
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      <title>O Labirinto do Fauno</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=601</link>
      <description><![CDATA[Imagine a história de Alice no País das Maravilhas. Agora adicione mortes e sangue. Misture isso com uma direção firme de um diretor que gosta de filmes de fantasia. Para finalizar, coloque efeitos especiais de primeiríssima qualidade. Com isso, você terá este filme, uma fantasia/horror de altíssima qualidade.<p>Guillermo Del Toro (Blade II e Hellboy) fez esse filme na Espanha mas a qualidade é tão boa que poderia ser tranquilamente dito que foi feito em Hollywood. A história é concisa, mostrando que muitas vezes os livros podem ser um bom escapismo para quando a situação do mundo real é opressora e triste. Ofélia a menina interpretada muito bem por Ivana Baquero entra em contato com um mundo totalmente novo no interior da Espanha, quando é obrigada a se mudar por causa do novo marido da mãe, que é um sádico ultra-direitista que se diverte oprimindo as pessoas e só está preocupado com o seu filho que está na barriga da mãe de Ofélia.<p>Contos de fadas só funcionam quando o mundo real é algo tão opressor que o escapismo seja algo que o público aceite de bom grado e é isso que ocorre. O mundo real é tão ruim para Ofélia que ela pula de cabeça quando o velho Pan lhe conta que ela pode ser a princesa do mundo subterrâneo mas para assumir o trono, ela terá que cumprir três tarefas à risca sem qualquer pergunta.<p>Os seres mágicos criados por Del Toro não têm nada de fofinho como seria de se esperar em um conto de fadas. Ao contrário, muitas vezes são nojentos e assustadores. Acontece que a brutalidade do mundo real que Ofélia vive (personificada pelo Capitão, padrasto dela ) é tão grande que ela nem se importa.<p>A interpretação tanto de Ivana Barquero (Ofélia) como de Sergi López (Capitão Vidal) são ótimas e sem exageros. López inflige medo apenas com o olhar e faz um vilão sem ser caricato, recorrendo à risadas malévolas e etc. A presença dele em cena por si só é sombria e seu personagem é responsável pelas cenas mais brutais do filme, algo que chega a ser aterrador, muito pior que os seres míticos do submundo. Del Toro é um diretor bem visual e não nos poupa de tiros na cara, mutilações, sangue e outras barbaridades.<p><b>Conclusão</b><p>Um excelente conto de fadas para adultos. Nem pensem em levar crianças para assistir pois o filme tem cenas me darão pesadelos à elas. Del Toro mostra toda sua habilidade neste gênero entre o terror e fantasia, ambos os gêneros que ele já experimentou com sucesso. Vale muito a pena ser visto.]]></description>
      <pubDate>Sat, 07 Oct 2006 19:27:41 -0300</pubDate>
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      <title>Fonte da Vida</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=600</link>
      <description><![CDATA[Uma espectativa muito grande foi gerada por esse filme uma vez que os dois filmes anteriores de Aronofsky, Requiém para um Sonho e Pi. Além disso esse filme teve várias dificuldades para ser feito entre a desistência de Brad Pitt (que abandonou o filme por diferenças criativas), redução do orçamento de 75 milhões para 35 milhões. Isso tudo engavetou o projeto por 5 anos e agora que foi lançado, os críticos se dividiram entre achar uma bomba ou sublime.<p>Que Aronofsky não conta uma história de forma normal, isso já sabemos como vimos nos seus filmes anteriores. Ele sempre usou de técnicas visuais para ilustrar a tensão e a dramaticidade de seus roteiros e aqui não é diferente. Usando uma técnica diferente de efeito à base de química diretamente no filme dando um ar orgânico. Jackman, ator das mais variadas facetas, flutuando entre filmes de ação como X-Men e musicais da Broadway interpreta aqui um homem que sofre pela possível perda do seu amor em três linhas temporais diferentes; em 1500, 2000 e 2500 e o seu sofrimento é palpável, você sente a dor dele seja pelo desespero em cumprir a missão que a Rainha da Espanha o designa, seja tentando salvar a vida da sua amada, ou então de forma pansexual com uma árvore.<p>O grande problema do filme é o seu roteiro. Ele é muito perdido. A impressão que dá que o diretor, que também é roteirista, deu um passo maior que as pernas. As três histórias vão e vem sem praticamente ter qualquer ligação e quando esta relação é feita, fica algo que força à audiência ficar tentando adivinhar a relação do espanhol com o médico e com o astronauta. Você acaba não sendo “capturado” e não se emociona com a excelente interpretação de Jackman pois está tentando se localizar na história.<p>Dentre as três histórias, a primeira é a que tem o visual mais interessante e é bem claro o enredo. A segunda é a que tem o tema mais claro, como lidar com a morte. Essa é a mais emocional e que chega até a tocar o público. Já a terceira, que se passa em 2500 é meio fora de escopo. O relacionamento do personagem com a árvore por mais lúdico que seja, não deixa de ser esquisito, acaba perdendo o ritmo da história.<p><b>Conclusão</b><p>Com uma fotografia linda e a interpretação excelente de Jackman, o filme teria tudo para ser inesquecível mas por causa de sua história confusa, deixando várias pontas em aberto, acabou perdendo uma possibilidade de ser uma ode ao amor e a inevitável morte, que faz parte do ciclo a vida. É um filme para ser assistido mas é de difícil degustação e pode gerar frustração.]]></description>
      <pubDate>Fri, 06 Oct 2006 21:29:34 -0300</pubDate>
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      <title>Fast Food Nation</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=599</link>
      <description><![CDATA[Será que precisávamos de outro filme para nos mostrar que essas comidas de lanchonetes não é bem o que é anunciado? Para o diretor Linklater sim. Ele adaptou o livro de mesmo nome e fez um roteiro que mostra os bastidores da carne que se come nos hambúrgueres. Dirigindo essa ficção que tem como mensagem o absurdo que essas indústrias fazem para aumentar o seu ganho.<P>Como filme, Fast Food Nation é relativamente lento, dando vontade de avançar em várias partes. Narrando duas 3 histórias relativamente paralelas, o filme tem cenas que você pára e se pergunta se ela é realmente necessária ou não. Apesar da sinopse falar sobre Don Henderson (vivido por Greg Kinnear), o centro do filme sem dúvida é a fábrica de carne que não é lá muito higiênica. Essa fábrica de processamento de carne só contrata imigrantes ilegais e os explora absurdamente, havendo acidentes constantes de trabalho. A terceira história são dos adolescentes que trabalham nas lanchonetes, entre eles uma menina com ideais de um mundo melhor, ao menos para as vacas.<P>As atuações não são ruins mas o roteiro não é algo que atrai a atenção. Nada é realmente novidade. Afinal, como vocês acham que uma vaca é sacrificada para se processar carnes? Para piorar, por mais brutal que seja a cena, algo me diz que o centro de processamento que aparece no filme é infinitamente mais limpo que os nossos aqui no Brasil. Com uma longa cena para chocar o público, acabou sendo apelativo. Para piorar, o público “acabou” de ver o documentário Super Size Me, a dieta do Palhaço que já levantou a lebre de como faz mal a comida dessas lanchonetes e exploração de mexicanos não é exclusividade das indústria de processamento de carne.<P><B>Conclusão</b><P>O filme se perde em vários momentos, deixando pontas abertas e ainda há cenas que não acrescentam em nada a temática do filme. Sendo assim, Linklater depois de dois filmes badaladíssimos (Waking Life e Scanner Darkly) derrapou com este filme.]]></description>
      <pubDate>Tue, 03 Oct 2006 11:19:39 -0300</pubDate>
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      <title>Um Anjo da Guarda</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=597</link>
      <description><![CDATA[O diretor Luc Besson está de volta à direção. Depois de vários filmes como produtor (entre eles alguns do Jet Li e todos pela vertente da ação) , ele volta neste filme relativamente despretensioso com uma história que não é original.<P>A sinopse não comenta um dos personagens mais relevantes do filme; a cidade de Paris. Com a fotografia toda em preto e branco, os cenários podem ser considerados o terceiro personagem relevante que um atrativo muito interessante do filme. O roteiro é bem simples a história de total opostos se atraindo, mesmo que seja aparentemente só para um ajudar ao outro. Neste filme é uma top model de mais de 1.80, loira, branca com pernas enormes e um baixinho, descendente de marroquino, sem um dos braços com 1.60 de altura. O ator Jamel Debbouze é um comediante famoso na França e já fez outros filmes de sucesso internacional como Amelié Poulain e Asterix e Cleópatra e está bem divertido neste papel. Já Rie Rasmussen, uma ex top-model com pretensões de ser diretora, está ali apenas para ser uma beldade mas também não chega a comprometer o filme, mantendo a tradição de Besson em ter sempre uma mulher linda em seus filmes como Isabella Adjani e Milla Jovovich com quem chegou até a se casar. O roteiro mesmo sendo relativamente previsível entretém com boas tiradas e Besson sabe que essa história não pode se arrastar por muito tempo então tem apenas 90 minutos de duração.<P><B>Conclusão</b><P>Bom divertimento mas nada profundo. Está entre um dos últimos filmes de Besson como diretor já que ele disse que está se aposentando. Vale também por ver a bela Paris como cenário, linda como sempre.]]></description>
      <pubDate>Tue, 03 Oct 2006 11:18:14 -0300</pubDate>
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    <item>
      <title>O Cheiro do Ralo</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=596</link>
      <description><![CDATA[Um dos atores de comédia mais badalados da TV é o ator principal (e único nome conhecido) desta produção nacional que diverte de forma original, adulta e interessante.<P>Selton Mello interpreta Lourenço, um cara ranzinza especializado em comprar objetos usados de pessoas desesperadas por dinheiro rápido. Utilizando essa urgência das pessoas, Lourenço aproveita para assim conseguir o melhor preço pelos produtos e ainda por cima, humilhá-las um pouco. Com isso, ele vai adquirindo uma personalidade fria, se tornando insensível cada vez mais, chegando até a afetar sua vida pessoal. Para se distrair, ele começa a se apegar à pequenas coisas como objetos que ele compra, inclusive esse poder de compra o seduz e o torna mais frio, levando-o à beira da loucura. Vocês devem estar se perguntando, de onde vem o título então? Acontece que Lourenço está cismado que o ralo do banheiro do seu escritório exala um odor ruim e toda a pessoa que entra para falar com ele, este se desculpa pelo mau-cheiro do ralo, mesmo que muitas vezes só ele sente.<P>O roteiro adaptado pelo próprio diretor Heitor Dhalia e Marçal Aquinodeste filme é ótimo. Baseado no primeiro livro do quadrinista Lourenço Mutarelli, os diálogos são secos, diretos e cortantes como uma navalha, o que é perfeito para o personagem. Como disse acima, o único ator conhecido do elenco é o excelente Selton Mello. Não é possível imaginar nenhum outro ator neste papel que seja capaz de executar diálogos tão rápidos e de forma tão natural quanto Selton. É tão boa sua interpretação que compensa a inexperiência do resto do elenco. Cada pessoa que vai vender algo é uma reação diferente do personagem com isso é gerado uma imprevisibilidade incrível e agradável.<P>Além do roteiro, o filme é todo passado em São Paulo e principalmente no escritório de Lourenço, em sua casa e no bar onde ele vai todos os dias apreciar uma bunda, quer dizer, ia lá sempre lanchar e beber um refrigerante e todos estão com um look bem antigo mas não de época. Junte à isso a ótima fotografia de José Roberto Eliezer e a trilha sonora que se encaixa perfeitamente de Apollo Nove e tem um ótimo filme.<P><B>Conclusão</B><P>O cinema nacional mostrando originalidade. Talvez o descompromisso da obrigação de dar retorno financeiro permita à diretores como Dhalia a serem ousados. Nos resta torcer que essa ousadia se converta em bilheteria para que todos vejam esse excelente filme e não deixem de aplaudir a excelente atuação de Selton Mello.]]></description>
      <pubDate>Tue, 03 Oct 2006 11:16:13 -0300</pubDate>
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      <title>Babel</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=595</link>
      <description><![CDATA[A credencial deste filme é o prêmio de melhor diretor para Iñarritu no Festival de Cannes de 2006. Além disso, o cartaz coloca o nome de Brad Pitt e Cate Blanchet o que vai atrair muita gente sem sequer saber do que o filme trata. Acredito que esses espectadores ficarão decepcionados mas isso não quer dizer que o filme é ruim, pelo contrário.<p>O filme tem um “quê” de Teoria do Caos, primeiramente introduzida no mundo cinematográfico com o Filme Jurassic Park. Essa teoria prega que todas as coisas no mundo estão interligadas então se uma borboleta bate asa no Japão, ela pode causar um tufão em Nova Orleans. Eu sei, soa algo meio apocalíptico mas a teoria está aí e este filme consegue amarrar bem isso. Brad Pitt e Cate Blanchet formam um casal que está de férias no Marrocos à contra-gosto, tentando aparar arestas do casamento. Enquanto passeiam pelo país, vemos duas crianças marroquinas que acabaram de ganhar um rifle do pai para espantar chacais que atacam suas cabras. Como não tinham nada para fazer, resolvem testar o alcance do rifle e começam a disparar à esmo, mirando em objetos. Não é que um dos garotos é bom de mira e acerta um ônibus de turismo? Adivinha quem estava dentro do ônibus? Isso mesmo, Cate Blanchet e Brad Pitt. A primeira é alvejada e aí começa um burburinho que vai alcançar proporções globais.<p>Seguindo seu melhor estilo de várias histórias paralelas, Iñarritu conta também além da história do casal, o dilema de Amélia, uma mexicana ilegal que mora há 16 anos nos Estados Unidos como empregada do casal Pitt e Blanchet, que em virtude do acidente, não poderá voltar à tempo para pegar as crianças que estão com ela. Acontece que ela tem o casamento do filho no México. Como ir ao casamento e tomar conta das crianças ao mesmo tempo?<p>Some à essas 3 histórias (do casal americano, das crianças marroquina e da mexicana) uma menina japonesa surda que luta para se sentir integrada em um mundo que a abandona pois o pai é um empresário muito bem sucedido mas ausente e sua mãe cometeu suícido há algum tempo atrás.<p>É impressionante a habilidade do roteirista Guillermo Arriaga (parceiro de Iñarritu em Amores Perros e 21 Gramas) em amarrar as 4 histórias de forma que todas fiquem interessantes. Apesar da história do casal ser a mais divulgada em trailers e no poster, não chega a ser a mais importante nem tem o maior tempo de tela. Este é bem dividido entre as 4 narrativas, o que vai frustrar fãs de Pitt, já que ele tem o mesmo tempo de tela que os outros. Nem por isso sua atuação fica devendo, ele está ótimamente envelhecido no papel do pai que carrega consigo mágoas de um casamento prestes à ruir.<p>Destaque também para o “núcleo mexicano”. Adriana Barraza como a empregada Amélia nos brinda com uma atuação digna de Oscar. Gael também está muito bem no papel do sobrinho meio desequilibrado e animado que toma as decisões erradas. Na verdade, todas as atuações são de altíssima qualidade, inclusive dos meninos marroquinos que mesmo fazendo algo de errado, nos cativa com o ar jovial e sineramente ingênuo da idade que eles têm.Como se não bastassem o bom roteiro, atuações e excelente direção, a parte técnica do filme é sublime. Consegue colocar lado a lado o deserto americano, o semi-árido marroquino e uma metrópole como Tóquio sem que o choque visual nos tire do ritmo do filme. Uma cena em especial é um deleite para os olhos; Chieko, a adolescente japonesa surda-muda, entra em uma boite lotada de jovens com música altíssima. A cena alterna entre o seu ponto de vista e uma panorâmica da boite, alternando também a batida quase ensurdecedora com o silêncio vivido pela personagem mostrando que podemos estar sozinhos e isolados mesmo estando com centenas de pessoas ao nosso redor utilizando imagem e som para demonstrar isso.<p><b>Conclusão</b><p>Utilizando a mesma estrutura de narrativa não-linear dos seus filmes anteriores sem respeitar , o diretor Iñarritu criou um filme digno de concorrer ao Oscar de Melhor filme utilizando o tema de como o mundo hoje não escuta uns aos outros mesmo com a tecnologia aí ao nosso serviço, uma verdadeira torre de babel bíblica onde todos falam e ninguém se entende. Vale ser visto e apreciado.]]></description>
      <pubDate>Thu, 28 Sep 2006 11:39:01 -0300</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">babel</guid>
    </item>
    <item>
      <title>The Wind That Shakes the Barley</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=594</link>
      <description><![CDATA[Este filme chegou no festival do Rio com uma credencial e tanto; foi o ganhador da Palma de Ouro de Cannes de 2006. Esse é, depois do Oscar, este é o maior prêmio que um filme pode receber. Não deixa de ser uma surpresa pois este filme não tem nada revolucionário em seu script nem na forma com que ele é apresentado.<p>O filme trata da revolta dos trabalhadores irlandeses contra a ocupação inglesa, que estava passando dos limites, tratando as pessoas como sub-raça. Logicamente tudo tem um limite e começa uma organização de revolta na forma do IRA (Exército Republicano Irlandês), até hoje ativo (mesmo que atualmente parado). Com isso os irmãos Tedddy e Demien Donovan lutam lado à lado contra o domínio inglês. Quando a pressão começa a funcionar, o governo inglês assina um acordo com o governo irlandês e os revolucionários que chegam à um meio termo, oferecendo a retirada das tropas inglesas mas ainda deixando a Irlanda submetida ao Reino Unido e dividindo a Irlanda em duas. Com isso, não só a Irlanda fica dividida. Damien (bem interpretado por Cillian Murphy), antes na dúvida se deveria entrar nessa guerra, agora vira um idealista que prega o socialismo total, com o fim da propriedade privada. Enquanto isso, seu irmão Teddy (Patraic Dellaney), que era revolucionário desde o início, acha que o povo sofreu demais e que esse acordo é um meio termo ótimo para a Irlanda. Assim o conflito passa a ser interno, tanto como pais Irlanda como a família.<p>O diretor Ken Loach é bem conhecido pelos seus filmes politizados (Terra e Liberdade, da revolução Internacional comunista na Espanha) e este não foge do esquema. Mesmo ele não deixando claramente sua opinião, ele caracteriza todos os ingleses como os vilões usurpadores da história e ainda que narre o conflito dos irmãos, sentimos uma queda para o lado do mais revolucionário, que prega a socialização total da Irlanda. Isso não compromete a qualidade do filme, que é altíssima com excelente fotografia e uma boa trilha sonora. Os cenários irlandeses ajudam muito a retratar o interior do pais mas ao mesmo tempo, também contribui muito para um ar monocromático. Alem disso, Loach não quis fazer das cenas de conflito algo visual e sim mais real, com isso o filme cai em um ritmo um pouco pesado e lento, salvo raras cenas, como uma de tortura. As interpretações são ótimas, principalmente a de Murphy. Nesta área a impressão que dá que a personagem Sinead, interpretada por Orla Fitzgerald está lá só para beijar Damien pois o papel na história é quase irrelevante. Outro detalhe que poderia ser interessante era oferecer mais informações sobre o conflito em si para situar os espectadores na história da Irlanda. Por alguns momentos nos perdemos no que está acontecendo por desconhecer os fatos históricos.
<p><b>conclusão</b><p>É um filme interessante mas que conta uma história que requer um pouco de conhecimento prévio. Se focarmos nas relações inter-personagens é um filme interessante mas não revolucionário ou sequer surpreendente. Acredito que o sucesso seja o fato de alguns forçarem um paralelo entre a situação de ocupação do filme com a atual ocupação do Iraque pelos Estados Unidos, o que acho um pouco de exagero. Vale o esmero técnico e a reconstituição histórica.]]></description>
      <pubDate>Tue, 26 Sep 2006 23:13:22 -0300</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Pequena Miss Sunshine</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=593</link>
      <description><![CDATA[Estão enganados os que dizem que não existe mais originalidade no cinema americano. Pequena Miss Sunshine é um alento entre milhares de filmes altamente consumíveis sem nenhuma perspectiva de durarem mais de duas semanas nos cinemas.<p>A família Hoover não tem nada de comum mas ao mesmo tempo é algo que podemos aceitar como uma possível realidade. O patriarca, Richard Hoover (Greg Kinnear) desenvolveu um programa de auto-ajuda que ele insiste em começar a aplicar em casa com sua família, que não está nem aí, a não ser pelo fato que ele investiu todas as economias da casa nisso. O filho mais velho (Paul Dano) fez voto de silêncio e odeia tudo e a todos. O avô (Alan Arkin) chutou o balde e cheira cocaína direto e está ajudando a neta (Abigail Breslin), uma pré-adolescente fissurada em concursos de beleza. Junte à isto o tio (Steve Carell), culto, especialista em Proust e que acabou de tentar suicídio. No meio disso tudo está Sheryl Hoover (Tony Collete), que demonstra ser a mais equilibrada e tenta manter a família unida, principalmente quando Olive é convidada para participar do concurso de beleza na Califórnia (eles são da Califórnia). Com isso, já que o tio suicida não pode ficar sozinho, todos vão na tal kombi velha em uma viagem de 3 dias.<p>Com essa premissa o filme poderia tanto uma bomba como super interessante, neste caso, a segunda opção é o que ocorre. Tudo neste filme acaba sendo divertido. Por mais deprimente que a situação dos personagens seja, de alguma forma o script, que é maravilhosamente bem escrito, transforma tudo em algo pronto para divertir. Junte ao roteiro bem feito um elenco ótimo e você tem um sucesso nas mãos. Kinnear, Carell, Dano, Collete e principalmente Breslin estão ótimos em seus respectivos papéis. Para se ter uma idéia, mesmo sem falar uma palavra, Paul Dano expressa todo seu desprezo e raiva com o mundo com o seu olhar. Carell está engraçado sem fazer caretas ou falando sem parar mas o destaque mesmo é a pequenina Abigail Breslin. Ela é adorável! Dá vontade de entrar na tela e apertar ela toda. Ela interpreta com uma naturalidade e principalmente com uma maturidade de veterana sem parecer uma pequena adulta. De forma geral, todos os diálogos fluem com uma naturalidade incrível, além de oferecer situações esdrúxulas e criveis ao mesmo tempo.<p><b>Conclusão</b>
<p>Um dos melhores filmes de comédia da temporada. Nem sempre para nos fazer rir precisa ser pastelão. Ao mesmo tempo passa uma mensagem de como a família é importante. Imperdível!]]></description>
      <pubDate>Tue, 26 Sep 2006 20:23:53 -0300</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Um Longo Caminho</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=592</link>
      <description><![CDATA[Zhang Yimou ficou famoso pelos seus épicos chineses (Herói, Clã das Adagas Voadoras) e também por Lanternas Vermelhas (1991) que retratava a vida de uma mulher a forçada a casar nos idos de 1920. Agora fez um filme contemporâneo em uma co-produção nipo-chinesa.<p>Que a escola chinesa é caracterizada pela narrativa lenta, isso é público e notório. Acontece que em um épico histórico sempre tem alguma batalha ou cena grandiosa que dá uma acelerada ou então uma movimentada no ritmo da narrativa. Este não é o caso deste filme. É extremamente lento e nada de grande emoção ocorre, mesmo tendo uma temática emocional forte que trata de um pai tentando reatar com o relacionamento com o filho. Para piorar, o fato do japonês estar na China para seguir a sua peregrinação para reatar com seu filho, faz com que ele contrate um tradutor de japonês para chinês, aí já viu né? Tudo é falado duas vezes!<p>A história é bonita, sem dúvida e logicamente as cenas do interior da China são maravilhosas mas com o ritmo lento acaba sendo deveras cansativo. Em termos de interpretação, tirando Ken Takakura, que interpreta o papel do pai em busca de redenção com o filho, o resto das atuações são muito simplórias.<p><b>Conclusão</b><p>O título em português deveria ser Um longo e lento caminho. Se você estiver cansado, não vá assistir pois com certeza vai dormir. A fotografia do filme é primorosa, como em todos os filmes de Yimou mas a temática não é nova e nem é contada de forma surpreendente e como o ritmo é lento acaba do cansar a platéia]]></description>
      <pubDate>Tue, 26 Sep 2006 20:22:58 -0300</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">um-longo-caminho</guid>
    </item>
    <item>
      <title>O Ilusionista</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=590</link>
      <description><![CDATA[A sinopse conta quase tudo mas como um bom truque de mágica, deixa certas surpresas para que os espectadores aproveitem na sala de cinema.<P>Todo filme que trata de magia não como um gênero mas como um assunto já tem um certo atrativo. Este filme, mesmo não tendo como tema central a magia, ela é muito bem utilizada como acessório para uma história romântica e até de detetive. Edward Norton interpreta Eisenheim, um ilusionista que desde criança mostrava sua habilidades artísticas, que acabou por chamar a atenção de uma duquesa. Logicamente, como filho de marceneiro ele nada poderia ter com ela a não ser uma amizade platônica. Com isso ele parte para viajar pelo mundo e refinar suas habilidades. Isso tudo ocorre na virada do século passado (1900) e a ação do filme se passa quase toda em cenários lindos de Praga que no filme representa Viena.<P>Sua fama começa a chamar a atenção do príncipe-herdeiro que desdenha das habilidades do ilusionista. Esse desdém se transforma em vontade de desmascará-lo quando descobre que sua pretendente é a duquesa (“interpretada” por Jessica Biel) por quem o ilusionista foi apaixonado quando criança. Com isso, o príncipe deixa o inspetor Uhl (excelente Paul Giamatti) encarregado de desmascará-lo de desmoralizá-lo. Acontece que nem sempre as coisas saem como planejado e o filme acaba tendo boas reviravoltas e entra em um esquema de filme de mistério.<P>Como disse acima, um dos pontos altos sem dúvida é o cenário. Juntando isso com a trilha sonora de Philip Glass e o bonito figurino, você sente exatamente a atmosfera daqueles teatros apertados da virada do século passado. O roteiro é conciso e interessante. Tem algumas reviravoltas mas não é nada assim altamente surpreendente ao mesmo tempo que não é piegas. As atuações são boas mas acho que Edward Norton ficou devendo. Ele levou sua atuação como Eisenheim para uma frieza muito grande, uma expressão branca quase sem qualquer emoção. Outra que deve é Jessica Biel mas isso é perdoável já que ela está neste filme apenas para ser linda. :) Se estes dois devem, Paul Giamatti e Rufus Sewell estão ótimos respectivamente como Inspetor Uhl e o príncipe Leopold. Outra estrela são os truques de mágica. Tudo bem que hoje com efeitos especiais podemos duvidar de todos mas vale dizer que Edward Norton foi treinado pelo mágico David Blaine para ao menos executar a maior parte de todos os truques que são vistos. Não posso deixar de comentar as interessantes transições de cenas utilizada pelo diretor Niel Burger. Ele aproveita a época que o filme se passa, quando o cinema estava surgindo, e aproveita o estilo daqueles filmes antigos de fade in e fade out e quando o Inspetor Uhl vai narrando a vida de Eisenheim, podemos observar uma moldura ao redor da tela como naqueles filmes antigos.<P><B>Conclusão</B>
<P>
Excelente filme que teve pouca divulgação. É divertido, com um bom ritmo e sem dúvida um bom entretenimento. Vale o ingresso, mesmo que seja entrada inteira e não meia.]]></description>
      <pubDate>Sun, 24 Sep 2006 23:18:03 -0300</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">o-ilusionista</guid>
    </item>
    <item>
      <title>100 escovadas antes de dormir</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=589</link>
      <description><![CDATA[Dando continuidade à minha maratona cinematográfica do Festival do Rio de Cinema 2006, assisti este filme italiano mais por causa do seu título diferente que qualquer outra coisa.<P>O filme narra a descoberta do sexo pela adolescente Melissa, interpretada pela atriz espanhola María Valverde. Apaixonada por um mauricinho de sua escola que não quer nada sério, Melissa tem uma péssima primeira transa e resolve seduzir homens como vingança. O que ela não esperava era gostar tanto e se tornar ninfomaníaca. Acontece que a sociedade não está preparada para isso e ela se torna alvo das maldades da escola. Como se não bastasse isso, o pai de Melissa está sempre ausente, a mãe é fria feito um cubo de gelo e a única pessoa com quem ela se dá em casa é sua avó, que está sendo mandada para um asilo.<P>O filme é um prato cheio para pedófilos e tarados de plantão. A atriz principal que na vida real tinha 18 anos mas faz papel de 15 aparece nua diversas vezes e faz papel de Lolita ao longo do filme. Inclusive essa é a primeira coisa que me veio a cabeça já que a primeira cena é exatamente um close-up dos seios dela e sinceramente, se tirar as cenas de sexo, não sobra muita coisa no filme já que os outros personagens são quase irrelevantes e roteiro tenta mostrar de forma muito solta a diferença entre o sexo e a paixão mas acaba se perdendo mesmo no sexo e cá entre nós, para se ver sexo, existe um gênero específico para isso. O melhor do filme é a interpretação de Geraldine Chaplin como a avó de Melissa. A atriz principal também é interessante mas o papel não ajuda. Para ser sincero o som também dos melhores, com aquela dublagem que é feita na pós-produção, como eram nossos filmes na década de 80.<P><B>conclusão</b>
<P>filme que foi baseado em um livro que tinha ao seu favor nossa imaginação para imaginar determinadas cenas que vistas na tela, perderam o impacto. O diretor também faz uso de cenas sem qualquer sentido ou então totalmente previsíveis. Filme bem dispensável.]]></description>
      <pubDate>Sun, 24 Sep 2006 23:16:19 -0300</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">100-escovadas-antes-de-dormir</guid>
    </item>
    <item>
      <title>As Torres Gêmeas</title>
      <link>http://www.movieguide.com.br/filme.view.php?id_filme=588</link>
      <description><![CDATA[Mais cedo ou mais tarde iria chegar ao cinema filmes sobre o maior ataque terrorista na história da humanidade. Será que estamos preparados para reviver aqueles momentos que chocaram o mundo? Preparados ou não, Oliver Stone deu a partida com uma super produção sobre o atentado ao World Trade Center com o filme de mesmo nome.<P>O filme conta a história de um grupo de policiais que correm para a cena do desastre assim que o primeiro avião se choca com uma das torres. Se preparando para resgatar as pessoas dentro do prédio, eles não contavam que os prédios ruíssem. Com isso dois policiais são aprisionados sob os escombros do prédio. A partir daí, acompanhamos o esforço deles continuarem vivos e a dor de suas famílias sem saber o que estava acontecendo com eles.<P>Para assistir esse filme o público tem que ter em mente um aspecto óbvio e muito importante; este é um filme americano. Pode soar óbvio mas é fundamental ter isso em mente pois tudo no filme existe ali para mostrar a dor que o povo americano, especialmente a população da cidade e Nova Iorque. Isso não enaltece nem denigre o filme mas não espere uma critica à política externa americana, por exemplo. Mesmo o diretor sendo Oliver Stone, responsáveis por filmes polêmicos como Platoon e JFK, aqui ele apenas narra (de maneira bem dramática) o papel dos policiais e bombeiros nas torres gêmeas. Não existe nenhum julgamento de certo ou errado e o único patriotismo aparente é um ex-fuzileiro que vai até o centro do desabamento para ajudar a procurar sobreviventes (que também é baseado em fatos reais).<P>O filme é muito bem feito e bem filmado. Propositalmente ele é lento, cheio de câmeras lentas e faz com que o público se sinta incomodado pelo tempo não passar, assim como para os policiais soterrados. Falando nisso, as cenas onde ambos os policiais aparecem sob os escombros é altamente claustrofóbico por isso se você tem claustrofobia, essas cenas podem te incomodar.<P>A atuação é mais destacada para as mulheres dos policiais, Maria Bello e Gyllehaall que para os policiais em si, já que eles não têm espaço para interpretar. Nicholas Cage faz sua cara de dor e segue com ela até o fim.<P><B>Conclusão</b><P>O filme é um tributo aos policiais e bombeiros que arriscaram e muito perderam suas vidas para resgatar os sobreviventes do atentado terrorista às torres gêmeas. Se patriotismo te incomoda, você não vai gostar desse filme. Assista esse filme esquecendo em que país foi pois a dor de quem perdeu seus entes queridos é indiferente da pátria que eles estão e não é justo julgar os americanos pelo que seu governo faça. Os que morreram, não tomaram as decisões que geram a fobia existente no mundo contra os americanos. Como filme é interessante e servirá de documento histórico para um dos momentos mais tristes da história moderna mas nem por isso é podemos dizer que este é filme excelente.]]></description>
      <pubDate>Sun, 24 Sep 2006 23:13:57 -0300</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">as-torres-gêmeas</guid>
    </item>
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